CONTADOR, A SUA
CREDIBILIDADE É O REFLEXO DAS SUAS ATITUDES NO DIA A DIA
Para que essa indicação ocorra de maneira natural, crescente e contínua,
além de oferecer um serviço de qualidade, temos que manter uma postura
compatível com a seriedade do nosso trabalho
No
ramo contábil, é muito forte a captação de clientes via indicação. E essa
indicação não acontece apenas através dos clientes ativos, mas também por
intermédio de qualquer pessoa que conheça o nosso trabalho e sinta a segurança
necessária para nos indicar a um amigo.
Excetuando-se
os casos de aquisição de outro escritório, a formação da carteira de clientes
de um escritório contábil, na maioria dos casos, ocorre de forma lenta e
gradual. Já tive clientes que “namorei” por alguns anos antes de que estes
decidissem contratar os nossos serviços contábeis. E isso ainda acontece hoje,
devido, principalmente, à insegurança que alguns empresários têm em mudar de
contabilidade, já que o pensamento é mais ou menos assim: “Apesar de estar
sendo mal atendido, nunca tive grandes problemas com o fisco”, “Dá muito
trabalho trocar de contabilidade”, ou ainda “A minha contabilidade é ruim, mas
o preço é baixo”.
Confesso
que nunca ofereço serviços a um novo cliente sem ter sido “convidado” pelo
empresário e, atualmente, essa atitude talvez seja vista como uma falha
comercial. Mas o fato é que não me sinto bem em fazer uma proposta de serviço
sem que haja uma clara abertura para isso.
Tanto
é verdade que tenho muitos amigos que possuem empresas e que já faziam a
contabilidade delas com outros escritórios contábeis antes de nos conhecermos
e, por estarem sendo bem atendidos, nunca chegamos a conversar sobre uma
possível transferência. Mas, sempre que possível, indicam os meus serviços para
os próprios amigos.
Por
outro lado, já aceitei a transferência de empresas de pessoas conhecidas quando
a razão pela troca de contabilidade era o descontentamento com o atendimento
anterior.
É
claro que também fazemos certo marketing institucional, seja com a distribuição
de pequenos brindes personalizados, na edição de um informativo mensal, pela
personalização de materiais de trabalho, viabilizando alguns patrocínios e
apoiando entidades sem fins lucrativos da nossa região, etc., mas esse tipo de
ação não é responsável pela captação de clientes.
Mas,
para que essa indicação ocorra de maneira natural, crescente e contínua, além
de oferecer um serviço de qualidade, temos que manter uma postura compatível
com a seriedade do nosso trabalho. Ou seja, não adianta eu pregar algo dentro
de meu escritório e agir de forma totalmente diferente nas minhas interações fora
dele, sejam elas profissionais ou pessoais.
Tenho
clientes que me procuraram por indicação de colegas de universidade, com quem
eu nem tinha muito contato naquela época, pelo simples fato de eu transmitir
uma imagem positiva em sala de aula (e eu nem era do tipo “super
estudioso”). Também recebo indicações de ex-colegas de trabalho de empregos
anteriores.
Agora,
quando falo em transmitir uma imagem positiva, não estou dizendo para você
representar um papel perante a sociedade, mas, sim, viver e agir de modo que a
sua imagem seja reflexo das suas ações, de maneira totalmente natural e sem
fingimento. E essa é a parte mais difícil, pois envolve uma profunda reflexão
sobre as suas atitudes, seus valores e preconceitos, como você define o que é
certo ou o que é errado, e o tratamento dispensado às pessoas à sua volta,
principalmente àquelas que não tenham nada a lhe oferecer em troca.
É
muito fácil sorrir para o “Rei” (quando falo em Rei, quero dizer qualquer
pessoa que esteja numa posição acima da nossa ou de quem tenhamos algum grau de
dependência), mesmo estando num dos nossos piores dias. Agora, será que o sorriso
sairia tão espontâneo e natural para o porteiro do nosso prédio no mesmo
momento? Pense nisso!
Por Isaac Rincaweski
Por Isaac Rincaweski
Fonte: Portal Administradores - Via: http://www.jornalcontabil.com.br/
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